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Seria uma lástima a atitude da Banda Borogodó?

Uma visão da Colunista Alessandra Guerra, sobre a Banda Borogodó no dia do lançamento do site Lez Femme

 

Infelizmente não é novidade para nenhuma de nós que “Sair do armário” não é simples ou fácil pra ninguém. A gente sabe e sente na pele todos os dias os efeitos dessa nossa hipócrita sociedade reacionária, homofóbica e “pré conceituosa”: Sair de mãos dadas na rua pode gerar de olhares indignados, piadinhas de mal gosto, violência física e até assassinatos.

 

Grande parte da sociedade “boazinha” nos considera “doentes com possibilidade de cura”. Boa parte das famílias nucleares e burguesas nos considera “sem-vergonhas”. Bispos relacionam nossa sexualidade ao “orgulho satânico

Como poderíamos esperar que a sociedade ou até mesmo nós tivéssemos orgulhos de ser quem somos?

Sabe, não considero a atitude da Banda Borogodó uma atitude absurda. Inaceitável sim, mas não abasurda.  infelizmente não querer ter associada a sua imagem a imagem da “lésbica”, da “sapatão” do “viadinho” é uma atitude comum na nossa sociedade atual.

Bom, mas quem contrata bandas para uma boate “LGBTS” deveria estar pensando nisso né? Em promover artistas e músicos que estejam comprometidos verdadeiramente com a causa e não tenham receio alguém taxá-los como mais um grupo de “sapatão” ou de “viadinho”.

Mas babies não se espantem. Bem vindos à lógica do dinheiro, do consumo. O “Pink money” fala mais alto. Não importa quem sejam, o que estão falando ou incitando: “um tapinha não dói” só quando é “encenado” na dança louca de uma boate, mas dói quando é homofobia ou violência passional que acabam com muitas festas por aí. Mas quem se importa com alguma coisa ou tá pensando em fazer algo pra mudar?

Você só é um “sapa digna” se estiver muito bem vestida torrando toda sua grana numa dessas noite “diversas” da cena LGBT de Fortaleza. E isso é o que importa. E só.

Na próxima festa devíamos nos vestir a caráter: investir nosso “Pink-money” em roupas de palhaça nas cores do arco-íris e brindar toda essa nossa hipocrisia capitalista.

Fazer parte disso é uma escolha nossa.

 

Alessandra Guerra

Militante 

alessandradesigner@gmail.com

3 Comentários

  1. Carla Lopes

    Super concordo com suas palavras, Alessandra. Estive em Fortaleza a uns meses atrás, e tive o prazer..sim..prazer em conhecer várias pessoas do meio lgbtt. Algo que muito me impressionou foi justamente o fato do “sapa digna” como vc mesmo colocou no seu texto. Existe por demais não só em Fortaleza, como em todo o lugar, pessoas interesseiras que só te olham quando sabem até que ponto você pode lhe ser útil. Porém, cabe a cada um saber se entra nessa futilidade. Outra coisa, quanto a banda borogodó, lindas as meninas..respeito profundamente o lado delas de n qrer se expor. Sou lésbica, tem quem sabe de có e saltiado minha opção. Mas há tbm quem não sabe de coisa alguma. Acho que é bem por ai.. Não é questão de não querer dizer o que se é.. é que simplismente não tem necessidade. Você não vai ser melhor, ou pior por isso.

  2. Vivi Almeida

    Não entendo porque você insiste em atacar as lindas meninas da banda Borogodó. Acho que essa banda que você está divulgando tem a ver com isso, não é? Mas vou falar uma coisa pra você, ninguém sobe na vida colocando os outros pra baixo, por isso, guarde a sua inveja para si, e faz o seguinte, manda elas tocarem num barzinho “ht” com uma bandeira gay atrás delas, já que todos os gays tem que gritar para o mundo o que eles são, como se orgulho tivesse de ser esfregado na cara das pessoas e não sentido dentro de si. P.S.: Duvido que você publique isso. 

  3. Luciana de Sousa & Letícia Nobre

    Cara Vivi, o Lez Femme divulga as bandas as quais acredita no potencial. Creio que seu comentário esteja ultrapassado. As diferenças com a Banda Borogodó, creio eu, um fato isolado, fazem parte de um contexto passado. Fique à vontade para comentar.

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