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100 escovadas – Por Leopodina Freire

 

Nunca sequer imaginei externar esses pensamentos tão pecaminosos. Não quero que pareça pesado, vulgar ou indecente. Sinto-me livre aqui no Lez Femme para expressar todos os sentimentos, mesmo os mais antagônicos à minha posição atual. Todas já tivemos um passado e este nem sempre foi lésbico. Essas fantasias me perseguem desde adolescente, muito embora, ao me descobri r lésbica, tenha projetado nas meninas o meu desejo de torná-las reais.


Eles – os tais pensamentos que me roubavam o sono, me perseguiam com veemência, me perturbavam a mente e me invadiam com volúpia. Imaginava vários homens, todos musculosos e suados, formando fila pra fazer sexo comigo. Um após um, sem intervalo. Depois, criava uma cena, onde eu e outros homens, numa contagem de três, fazíamos sexo de todas as posições possíveis. Era penetrada por dois ao mesmo tempo: na frente e atrás. O terceiro mantinha seu pênis ereto na minha boca.


Outros cenários surgiam mais facilmente na mente daquela adolescente de 17 anos – Leopodina. Imaginava sexo, cheirava a sexo, era a presença do gozo intrínseca no toque, no olhar, no beijo. A virgem Leopodina. Até então, eram puramente pensamentos não puros. Revistas pornográficas de casais transando era convite para uma masturbação conjunta com as amigas. Em pensar que hoje masturbo as amigas.


Podia está em qualquer lugar, mas os pensamentos estavam lá, me seguiam. Ainda que tivesse numa sala de aula, estaria transando com cinco homens e a professora jamais descobriria. Com os amigos, do mesmo jeito. Estava constantemente excitada. Uma vez, tive um orgasmo dentro de um ônibus, sem nem mesmo tocar-me – meu auge. Hoje, daria minha vida por um assim. Isso é o que eu chamo de sobrepor paradigmas.


Foram ficando mais fortes quando me descobri lésbica. Médica, empregada, professora, amigas, uma a uma estavam transando comigo. Vê-las durante o dia, e à noite fazer pensando nelas. Fazia com uma ou com todas simultaneamente. Certo dia, gozei 15 vezes… É que tinha muita mulher pra dá conta.


Com as meninas, as fantasias ousaram sair dos meros pensamentos, entrando no mundo real. Primeiro elas me assediaram num bar. As duas, com seus olhares “trepantes”, me convidavam pro sexo. Vi-me naquela situação (quando um herói sai das revistinhas em quadrinhos), saindo dos meus quadrinhos imaginários. Estava realmente vivendo aquilo. A conversa cada vez mais envolvente, os olhares cruzando-se, as pernas roçando por debaixo da mesa, as bocas molhadas e o irresistível desejo do sexo.


Pouco mais de um metro quadrado – era o tamanho do banheiro onde nós três nos tocamos, de forma bem quente. Uma me chupava o clitóris enquanto eu lambia os seios da outra e lhe penetrava o ânus; e as duas se beijavam, pedindo mais. Dedos que se confundiam, melados e vibrantes, gemidos, penetração suave e forte e forte e suave… Quem me fez gozar?


Por Leopoldina freire

Foto:www.sxc.hu

3 Comentários

  1. Ana

    Cloriosas são aquelas que gozam sozinhas e sem se tocarem! risos… coisa boa é a adolescencia! Só depois que saímos dela é que nos damos conta que éramos felizes e não sabíamos!

    Putz! Quem te fez gozar?
    Adorei o texto!

  2. Ana

    *Gloriosas são aquelas que gozam sozinhas e sem se tocarem! risos… coisa boa é a adolescência! Só depois que saímos dela é que nos damos conta de que éramos felizes e não sabíamos!

    Adorei o texto!

    *** Gostaria de saber quais são os textos das Flávia?

  3. Letícia & Luciana

    KKKKKKKKKKKK. Ana, a Fávia não escreve mais pro Lez Femme.

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