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ATT – Por Leopoldina Freire

Amigas transarem é comum entre lésbicas. É passível de acontecer quando se está solteira ou quando as meninas têm uma relação mais estreita. As mulheres, normalmente, aludindo-me a todas, independentemente de orientação sexual; elas naturalmente mantêm um contato, onde a troca de carinho, abraço, nudez, é muito freqüente.

 

É mais difícil, por exemplo, um homem heterossexual alisar o cabelo de outro, dormir na mesma cama, agir com afeto, sem que isso interfira na sua sexualidade. É uma característica mais abundante entre as mulheres, não restam dúvidas. Em se tratando das lésbicas, essa proximidade inefável propicia que elas se relacionem mais intimamente.

 

Para as garotas lésbicas, essa experimentação entre amigas é uma forma de expandir seu leque de “ficantes” ou “trepantes”, muito embora algumas, mais recatadas, saibam distinguir uma boa amizade de um sexo casual e não ousam aventurar-se num ATT. Para essas últimas não se deve confundir uma boa amizade – transas vêm e vão – amigas ficam.

 

Acredito que o ATT é mais difundido entre as lésbicas que possuem uma amizade mais superficial. Esse estágio lhes permite ultrapassar essa barreira que não lhes oferece nenhum obstáculo e realizar um ATT. A consciência não pesa, não há sequer, um laço profundo de relacionamento que exija uma cobrança mútua. Ou seja, elas ficam hoje e amanhã ficam com meninas diversas. Normalmente o ATT ocorre entre lésbicas que valorizam sua liberdade e gostam da idéia de ficar ou de transar, sem compromisso, de forma aleatória. Não significando que sejam promíscuas ou inconseqüentes.

 

O ATT, no entanto, pode despretensiosamente, se configurar em algo mais sério, quando uma das partes perde o senso casual e cai na armadilha do envolvimento. Nesse caso, o ATT, que já não é mais um ATT, deixa de ser saudável, tornando-se um impasse que macula a vítima do enlace. O que fazer agora? Hora de não mais encarar o sexo ou o “fica” como uma simples prática de esporte e amadurecer? Agora, cabe às adeptas do ATT decidirem seguir ou parar com o jogo.

 

Envolvendo-me com mais propriedade no assunto, não faço restrições ao ATT e o encaro de forma muito construtiva entre as lésbicas. Veja o lado bom do ATT: Elas ficam ocasionalmente uma vez, depois de algum tempo tornam a ficar novamente; e seguem ficando freqüente ou esporadicamente. Daí , quando uma ou ambas já estiverem numa relação estável,com outras parceiras – essas parceiras não necessitam sentir-se enciumadas por uma garota específica – já sabem que sua namorada fez um ATT com todas. O todo generaliza; a parte, desperta a atenção. O igual é aceito normalmente, o diferente incomoda.

 

Por Leopoldina Freire

Foto:http://www.sxc.hu

4 Comentários

  1. Ana

    Teve uma época que eu ficava com uma amiga….mas nunca entendia, o porquê…Não queria namorar com ela, mas vez e outra ficava e era muito bom! Sem compromisso, divertido, rápido, gostoso…rsrs
    Hoje percebo que é comum amigas transarem, e entendo melhor o que acontecia com a gente.

    Somos amigas até hoje…só que não “ficamos” mais, pois cada uma, hoje tem namorada!

    Nossa amizade não acabou, pelo contrário, ficou mais forte e mais completa. Conversamos sobre tudo, e queremos muito a felicidade uma da outra, mas claro, cada uma no seu quadrado! rsrs

    bjsss

  2. admin

    Ana, histórias como a sua são muito comuns de acontecer. É bem típico as amigas transarem casualmente e passado algum tempo elas estarem em relações diferentes, sem para isso finalizarem seu vínculo de amizade – e em muitos casos tornando-se uma amizade bem sólida. Ocorre que às vezes as parceiras de ambas não aceitam certos laços muito estreitos, normalmente infundados, que acabam por conturbar a relação.

  3. Ceci

    Pois eu sei diferenciar muito bem. Simplesmente não consigo ficar com amigas porque a relação que tenho com elas é outra. Misturar só faz vc possivelmente perder a amiga e possivelmente não ganhar uma namorada.

  4. Letícia & Luciana

    Ceci, é tudo uma questão de ponto de vista…

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