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Diferentes maneiras de chegar ao orgasmo – Por Leopodina Freire

Uma vez, conversando numa roda de amigos, surgiu o tema “orgasmo” – os que o sentem demais, adoram tocar no assunto; os difíceis em encontrá-lo, às vezes, temem a conversa. Ouviu-se das mais variadas narrativas – gente até que enumerava a quantidade de posições com as quais cumprimentava esse comandante do prazer.

 

Mamãe – mamãe – a posição comumente mais praticada, mais usual. A mamãe – mamãe permite um encaixe perfeito. Ou por cima ou por baixo, muitas chegam facilmente ao orgasmo. Por cima, você é a rainha, é quem está no comando. Conduz os movimentos, trabalha ATIVAMENTE e deixa o desejo fluir. Por baixo, você acompanha o ritmo e dança conforme a música; podendo, inclusive, adiantar-se na chegada ao clímax. O segredo é uma boa fricção entre as zonas erógenas, exatamente no ponto onde cada uma sente maior sensibilidade. Uma ou outra podem encontrar o caminho mais rapidamente – e pode fazê-lo sozinha. Eu não chamaria de falta de cavalheirismo. Imaginemos um pega-pega, onde uma apressa-se em deixar a outra para trás – essa ânsia desesperadora de escapar do perigo iminente. Daí, quando a primeira, a fugitiva, encontra sua área de proteção e cai no total relaxamento súbito –, já usufruindo do prazer – a segunda apressa-se em experimentar a mesma sensação. Mesmo com o gozo inicial da primeira, esta deve continuar com os movimentos, cuja intensidade aumenta gradualmente, a fim de que a parceira também usufrua do caminho do céu.

 

Ainda na mamãe – mamãe, a descoberta pode ser mútua simultaneamente. Dependerá da vontade, da paciência e cumplicidade das amantes. Esse encontro consensual com o ápice, às vezes ocorre ocasionalmente, sem premeditação. Elas são surpreendidas com o gozo que chega à mesma hora. É um prazer completamente inesperado que uma vez vivenciado, torna-se uma constante. O orgasmo simultâneo deixa as lésbicas num estado de êxtase inolvidável. Aquelas que têm ou tiveram o privilégio desse momento tão singular, tornam-se amantes cada vez mais potenciais, deixando a libido correr solta. Proporcionar o orgasmo do seu amor, senti-la, ouvi-la gemer, gritar, é maravilhoso; fazê-los em conjunto, gozarem juntas, é excepcional.

 

Por trás – quando ela está totalmente desprotegida, deitada; e você entra em ação. Pode está tímida ou desprovida de pudores. Quando mais ousada, depois que você sente segundos de prazer; ela te instiga uma penetração que também a faz gozar. Ainda com seu corpo sobre o dela, existe outra possibilidade de fazê-la sentir prazer; sendo possível também aqui, um gozo recíproco.  Basta que ela se toque sutil ou fortemente seu clitóris, ou a parte externa da vagina – mesmo com a parceira debruçada e projetada para o seu glúteo – é possível que uma goze em cima e a outra em baixo.

 

Deixá-la de pé enquanto você realiza sexo oral nela e ao mesmo tempo se toca – é uma posição muito criativa que resulta em satisfação conjunta. Ela se deixa levar pelas sensações prazerosas que provocam a penetração lingual no seu órgão genital, enquanto você, ideal conhecedora do seu próprio corpo, age simultaneamente no seu e no dela. Você pode virá-la de costas e deixar a sua língua invadir a região anal.

 

Completamente desnudas as duas, deixam-se enlevar-se pelo toque dedal que cada uma faz na outra. Podem estar em posições opostas da cama, para facilitar o comando dos dedos; ou da forma que desejarem. Aqui o que vale é a troca de carícias, aliada a algumas frases libidinosas e obscenas – até que ambas estejam tão lubrificadas, que seus dedos deslizem como patins no gelo. Mais excitante é quando se posterga o orgasmo, até que as duas estejam preparadas para o fim.

 

Os múltiplos são os que mais me atraem. Parecem infindáveis – um após o outro num intervalo curtíssimo e ritmo acelerado. Algumas preferem os únicos, mais demorados, como a Ivete Sangalo; outras, como a Xuxa, adoram os múltiplos, intercalados. Venha o que vier – sou adepta a todos. E não importam as diferentes maneiras de se chegar ao orgasmo – o importante é gozar. Mesmo que só se tenha uma em específico, ainda assim, o que vale é o prazer; independentemente de como emana.

 

Por Leopodina Freire

Foto:http://www.sxc.hu

 

 

 

 

 

 

 

 

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